Tendências do Mercado de Pagamentos em 2026: o que todo lojista precisa saber

Uma escultura dourada com hastes curvas e barras horizontais é exibida sobre uma base retangular preta contra um fundo cinza.

As tendências de pagamentos em 2026 mostram um mercado cada vez mais digital, rápido e integrado. Segundo as Estatísticas de Pagamentos de Varejo do Banco Central, somente no segundo semestre de 2025 foram realizadas 78,4 bilhões de transações de pagamento, que movimentaram R$ 68,2 trilhões no Brasil. Na comparação com o mesmo período de 2024, houve crescimento de 12,9% na quantidade de transações e de 14,1% no volume financeiro movimentado.

Para quem vende, esses números mostram a importância de acompanhar como os consumidores estão escolhendo pagar. Pix, boleto híbrido, Open Finance, inteligência artificial e experiências de checkout mais simples estão entre os movimentos que ajudam a entender para onde o mercado está caminhando.

Neste artigo, você vai conferir:

👉 Como o Pix continua ganhando espaço e novas funcionalidades;

👉 Por que o boleto continua relevante e como o boleto híbrido une boleto e Pix;

👉 Como o Open Finance está avançando também como canal de pagamento;

👉 Como a inteligência artificial está transformando segurança e comércio digital;

👉 Por que uma experiência de pagamento simples e adaptada ao celular se tornou cada vez mais importante.

1. O Pix não parou de crescer — e ganhou novas camadas

O Pix segue como o instrumento de pagamento mais utilizado no Brasil em número de transações. No segundo semestre de 2025, ele foi responsável por 54,7% das transações de pagamento, totalizando 42,9 bilhões de operações. Na comparação com o mesmo período de 2024, a quantidade de transações via Pix cresceu 24,3%, segundo o Banco Central.

Esse crescimento acontece ao mesmo tempo em que o sistema recebe novas funcionalidades.

Um dos principais exemplos é o Pix Automático, criado para facilitar pagamentos recorrentes, como mensalidades, assinaturas e outros serviços periódicos. A funcionalidade foi disponibilizada à população em 16 de junho de 2025, permitindo que o consumidor autorize previamente cobranças recorrentes que passam a ser realizadas por Pix.

A segurança também ganhou novas camadas. O Banco Central aprimorou o Mecanismo Especial de Devolução (MED) para permitir o rastreamento dos recursos de uma fraude além da primeira conta utilizada pelo golpista. A funcionalidade de recuperação de valores passou a ser obrigatória para os participantes abrangidos pela norma a partir de 2 de fevereiro de 2026.

Na prática, o Pix vem ampliando sua atuação para além das transferências rápidas, incorporando cobranças recorrentes, novas jornadas de pagamento e mecanismos de segurança.

Essas mudanças colocam o Pix entre as principais tendências de pagamentos em 2026 e mostram que empresas precisam acompanhar não apenas sua adoção, mas também a evolução das funcionalidades oferecidas pelo sistema.

Ilustração 3D de um gráfico de barras colorido, apresentando diferentes alturas e cores vibrantes.

 

2. Boleto continua relevante e ganha novas possibilidades com o formato híbrido

Ao lado do crescimento do Pix, o boleto continua ocupando um espaço relevante entre as tendências de pagamentos em 2026, movimentando valores importantes no mercado brasileiro.

Segundo o Banco Central, no segundo semestre de 2025 o volume financeiro movimentado por boletos cresceu 3,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O boleto representou 7,6% do volume financeiro total das transações de pagamento analisadas pelo BC naquele período.

Uma das formas pelas quais o boleto vem ampliando suas possibilidades é por meio do formato híbrido.

Nesse formato, um único documento reúne o código de barras tradicional do boleto e um QR Code Pix. Assim, o pagador pode escolher entre realizar o pagamento pelo boleto ou utilizar o Pix. A própria Caixa Econômica Federal descreve sua cobrança híbrida como uma solução que permite a liquidação pelos canais tradicionais por meio do código de barras ou pelo Pix utilizando QR Code.

A PagHiper também oferece essa modalidade. No boleto híbrido da PagHiper, o cliente encontra código de barras e QR Code Pix no mesmo documento. Nesse formato, o consumidor pode escolher a opção mais adequada à sua preferência, utilizando o QR Code Pix ou realizando o pagamento pelo código de barras do boleto.

Outro ponto importante para quem vende é o modelo de cobrança da PagHiper: a tarifa é aplicada somente quando a transação de Pix ou boleto é aprovada. Cobranças emitidas e não pagas não geram essa tarifa.

Ou seja, Pix e boleto não precisam competir entre si. O boleto híbrido é justamente um exemplo de como os dois meios podem coexistir dentro da mesma jornada de pagamento.

3. Open Finance avança como canal de pagamento

O Open Finance começou principalmente associado ao compartilhamento de informações financeiras entre instituições autorizadas pelo consumidor. Mas o ecossistema também está avançando na iniciação de pagamentos.

Segundo o Banco Central, após cinco anos de desenvolvimento, o Open Finance brasileiro já havia ultrapassado 100 milhões de autorizações de compartilhamento de dados e pagamentos, conectando aproximadamente 65 milhões de contas. Em 2025, o próprio BC informava que o sistema já movimentava cerca de R$ 1,2 bilhão por mês em pagamentos.

O avanço ficou ainda mais evidente nos resultados consolidados de 2025. A iniciação de pagamentos via Pix dentro do Open Finance movimentou R$ 15,3 bilhões em 2025, contra aproximadamente R$ 3,2 bilhões em 2024. O número de operações também saltou de cerca de 7,4 milhões para 64,5 milhões no período. Os dados são atribuídos ao Banco Central.

Nesse modelo, uma instituição iniciadora pode enviar a solicitação de pagamento diretamente à instituição onde o cliente mantém sua conta, sempre mediante autorização do usuário. O Banco Central explica que essa comunicação ocorre por APIs do Open Finance, permitindo que sistemas de diferentes instituições financeiras se conectem de maneira padronizada.

Isso abre espaço para jornadas de pagamento em que o consumidor consegue iniciar uma transação sem necessariamente percorrer os fluxos tradicionais entre diferentes aplicativos e ambientes bancários.

Para o e-commerce, o Open Finance ganha espaço entre as tendências de pagamentos em 2026, principalmente por aproximar pagamentos e serviços financeiros da própria experiência de compra.

4. Inteligência artificial transforma segurança e pagamentos digitais

A inteligência artificial também ganhou espaço entre as principais tendências de pagamentos em 2026, tanto pelas oportunidades que oferece quanto pelos riscos que ajuda a criar.

Uma pesquisa da Koin em parceria com a Gmattos estima que as perdas decorrentes de fraudes no comércio eletrônico brasileiro podem superar R$ 8,1 bilhões em 2026. O levantamento aponta que o prejuízo estimado era de R$ 7,8 bilhões em 2025.

A IA aparece nos dois lados desse cenário. Segundo o levantamento, fraudadores podem utilizar inteligência artificial para automatizar ataques e explorar dados em maior escala, enquanto empresas de segurança usam modelos preditivos para reconhecer padrões suspeitos e tentar impedir fraudes sem bloquear indevidamente consumidores legítimos.

A preocupação dos consumidores com segurança também é significativa. Pesquisa divulgada pela Mastercard mostrou que 47% dos consumidores latino-americanos apontam fraudes e golpes como sua maior frustração ao realizar transações digitais.

Ao mesmo tempo, a IA está começando a participar diretamente da jornada de compra.

Em março de 2026, a Mastercard anunciou a realização de transações de pagamento agêntico ao vivo na América Latina e no Caribe, com participação de instituições como Itaú e Santander. Nesse modelo, agentes de inteligência artificial podem iniciar e concluir pagamentos em nome dos usuários, mediante consentimento do titular e utilizando a infraestrutura de pagamentos existente.

A tecnologia ainda está em desenvolvimento e adoção, mas indica uma possível evolução do comércio digital, na qual agentes de IA podem participar de diferentes etapas da jornada de compra, inclusive do pagamento.

Mão estendida prestes a tocar a tela de um computador, simbolizando interação digital.

 

5. Menos atrito no checkout pode favorecer a conversão

Outro movimento importante entre as tendências de pagamentos em 2026 está na experiência de checkout.

O celular já ocupa uma posição central na jornada de compra dos brasileiros. Segundo o Global Digital Shopping Index 2025, da Visa Acceptance Solutions em parceria com a PYMNTS Intelligence, 61% dos consumidores brasileiros utilizaram o smartphone em sua última compra, considerando tanto compras online quanto presenciais.

O mesmo levantamento identificou um ponto de atenção para os e-commerces: 32% dos consumidores ainda inseriam manualmente seus dados nas compras online, processo que, segundo o estudo, adiciona atrito ao checkout e aumenta o risco de erros de preenchimento.

A escolha dos meios de pagamento também reforça essa busca por praticidade. Pesquisa da CNDL e do SPC Brasil, realizada em parceria com a Offerwise Pesquisas e divulgada em agosto de 2026, apontou que o Pix é utilizado por 72% dos consumidores digitais brasileiros em compras online.

Entre as tendências de pagamentos em 2026, oferecer diferentes opções ao consumidor também ganha importância. Para quem vende online, não se trata necessariamente de escolher um único meio de pagamento, mas de permitir que cada consumidor encontre a alternativa mais adequada às suas preferências.

Uma experiência de pagamento adaptada ao celular, com informações claras e menos etapas desnecessárias, tende a acompanhar melhor o comportamento atual do consumidor digital.

Lista de verificação com marcas de seleção verdes em papel branco.

 

Conclusão

As tendências de pagamentos em 2026 mostram um mercado em transformação contínua. O Pix segue crescendo e incorporando novas funcionalidades; o boleto mantém sua relevância e amplia suas possibilidades com o formato híbrido, que reúne boleto e Pix em uma mesma experiência de pagamento; o Open Finance avança como infraestrutura para serviços e pagamentos; e a inteligência artificial começa a transformar tanto a prevenção de fraudes quanto a própria maneira de comprar.

Ao mesmo tempo, o comportamento do consumidor reforça a importância de jornadas simples, especialmente no celular, e da possibilidade de escolher entre diferentes meios de pagamento.

Diante desse cenário, acompanhar as tendências de pagamentos em 2026 ajuda empresas e lojistas a entender quais mudanças realmente podem impactar a experiência de seus clientes e seus processos de cobrança.

Para quem vende, acompanhar todas essas mudanças não significa necessariamente adotar cada novidade imediatamente. O mais importante é construir uma base sólida, com meios de pagamento adequados ao público, boa experiência no checkout e processos seguros.

É nesse cenário que a PagHiper atua com soluções especializadas em Pix e boleto. A plataforma oferece Pix, boleto e boleto híbrido, permitindo que o consumidor escolha entre o pagamento tradicional pelo código de barras ou o QR Code Pix em uma mesma cobrança.

Além disso, a PagHiper trabalha com tarifa fixa cobrada somente em transações aprovadas, sem custo de tarifa para boletos ou Pix emitidos que não sejam pagos.

Assim, o lojista pode concentrar seus esforços no crescimento do negócio enquanto oferece opções de pagamento que acompanham a evolução do mercado brasileiro.

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